
Aproxima-se cada vez mais o dia em que volto à cidade que me roubou da minha família para os meus tempos inesquecíveis de estudante. Se estou entusiasmada? Super! É o meu ano de praxar, o meu ano de ter caloiros e afilhados, o ano em que tudo se espera de mim, tanto a nível académico como a nível social. É o ultimo ano destes três, os quais todos descrevem como sendo os melhores anos das nossas vidas. Os anos em que aprendi muita coisa, em que colecionei momentos inesquecíveis e pessoas que passaram a barreira da amizade e passaram a família. Acima de tudo, conheci a minha cara metade, que na altura foi meu doutor e me praxou (e muito bem). Passaram dois anos e ele já acabou licenciatura e só lhe resta o estágio de mestrado que não é feito em vila real e, por isso, ele saiu da nossa cidade, aquela que nos uniu e acabaram as noites longas de conversa frente a frente, a guerra entre a novela e o futebol, o lado da cama e sobre quem cozinhava e lavava a loiça. Acabaram as boas recepções quando chegava a casa ou os passeios matinais quando as aulas começavam mais tarde. O que será feito do cheiro que me transportava para outro planeta? e as almofadas, essas não as deixei levar para casa, já era suficientemente mau não dormir com ele.
Este vai ser um ano de obstáculos, tanto a níveis académicos como emocionais e eu só espera estar o tempo todo ocupada.
A parte disso ainda vamos ter uns dias sozinhos, longe das nossas cidades, de onde espero vir cheia de amor e energia para enfrentar este desafio de estar longe dele.
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