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sábado, 17 de janeiro de 2015

#Amores

 Foi nessa noite escura que eles se encontraram e juraram ser um só. Foi nessa noite que, envergonhados, partilharam a primeira cerveja sentados à beira-mar. Nessa mesma noite que não dormiram colados ao computador a falar por internet, porque naquela altura, ela ainda nem sabia bem como mexer num telemóvel. O amor surgiu num ápice, talvez porque grande parte do sentimento teria sido construído ali na praia onde partilharam mais que a primeira cerveja.
 Foi a união de duas almas perdidas no tempo. A inocência proporcionou-lhe momentos únicos, como nunca antes vividos talvez porque aquele seria mesmo o primeiro ato de afectivo das suas vidas. Duas crianças perdidas no tempo.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

#amores e desamores

Se tenho saudades? é claro que as tenho. Quem não as tem... 
Aquela nossa infância conjunta de maturidade julgada a 100%. A despreocupação de sermos descobertos no ramo mais alto da laranjeira da casa de campo. As trocas nocturnas proibidas e todos os gelados de verão que trocamos. Duas mãos entrelaçadas prontas a fugir de tudo, prontas a tocarem-se eternamente. 
 Sempre fomos o estereotipo de namoro ideal. Nós éramos o tudo e o nada ao mesmo tempo. Éramos o desespero de segunda a sexta e o aconchego nos braços um do outro ao sábado e ao domingo. A força um do outro lembraste? força essa destruída por males que enfrentam toda um classe etária. Foram as drogas, o álcool, as festas, a falta de preocupação. Começou com o primeiro cigarro e acabou com os dois separados.
 Hoje, passados 4 anos, és o tipo que vai tomar um café, o tipo que estuda a toda a hora, o mesmo que não perde um aniversário sem me dar os parabéns e que permanece sempre perto e distante. És o tipo que me deixa adormecer no sofá todas as noites que vemos um filme depois de uma saida. O tipo que não resmunga se perde dinheiro no casino mesmo que a jogada tenha sido minha. O mesmo mau humor matinal, o mesmo vicio do tabaco, o mesmo senhor do seu nariz.
 És tu e isso chega-me.