domingo, 13 de novembro de 2016

Experiências com miúdos

 No mês de outubro estreie-me a treinar uma equipa de ginástica. Quando falamos de miúdos com idades compreendidas entre os 4 e 9 anos sabemos que os primeiros dois treinos são comandados pela vergonha de fazer asneiras, então, enganam-nos o mais que podem com o bom comportamento temporário. É normal nos miúdos. As horas de treinos começam a passar e com as horas vai também a vergonha. Sabemos que chegou a altura em que temos que nos alimentar de paciência durante todo o dia para a desgastar naquela rápida hora de final de tarde. 
 O problema vem mesmo quando a paciência não chega. Quando temos pais que pensam que a função de um treinador é educar os seus filhos, enganam-se todos os encarregados de educação que pensam que eu tiro umas horas do meu dia para ouvir ''ele bateu-me'', ''ele empurrou-me''. Especialmente quando falamos 1000 vezes para a mesma criança e ela ignora e continua a bater nos colegas e recusa-se a pedir desculpa e com toda a razão (pensa ela) encosta-se num canto aos berros. Conto ao encarregado de educação que aquilo não pode acontecer nos meus treinos porque é sempre a mesma criança a bater nos outros e que isso pode ter consequências graves num colega quando este está a fazer os exercícios gimnicos e do outro lado ouço um ''Oh professora desculpe mas tem de ter paciência''. Cá para mim penso eu, a educação vem de casa, não pode pensar que pode pagar uma mensalidade para eu deixar que o seu filho me estrague o treino para eu lhe dar um bocado da educação que os pais não conseguem incutir em casa! Depois de um profundo pensamento que tive que controlar ainda tem a lata de dizer ''Se ele não quiser treinar deixe-o andar ai a correr pelo meio dos meninos, assim pelo menos pode ser já chegue um bocado mais cansadito a casa''. 
 Foi o limite. A minha missão é domar a fera rapidamente ou então po-lo fora dali de vez.

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