Não me incomoda que não gostes de mim. Não me incomoda que não me olhes de forma estranha nem que não fales comigo como tantos outros tentam falar. Na verdade, acho que congelei o meu lado afectivo, perdi o jeito, o brilho. Aprendi a gostar em segredo e a verdade é que quando gosto em segredo a desilusão não é tão grande e a dor cá dentro não se torna quase maior que eu. Aprendi que posso controlar os sentimentos mas nunca ignora-los.
Cheguei à conclusão que parte do meu coração é feito de gelo, daquele difícil de derreter e primeiro que alguém consiga aquecer-me mais do que a minha baixa temperatura corporal vai um grande trabalho e, como toda a gente sabe, nem todos nascemos para lutar por algo que queremos, nem todos temos a determinação necessária e, por isso, mantenho-me aqui no meu canto, à espera que alguém chegue e me aqueça o coração de uma forma tão extraordinária que ele nunca mais volte a arrefecer.
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