sexta-feira, 26 de junho de 2015

A despedida.

  Porque há sempre um verão em que tudo muda e este será esse verão. Perdi-me nas primaveras da minha vida e tudo o que eu sinto resume-se a uma saudade infinita de voltar para casa. Aquela casa que sempre me acolheu ao final da tarde, a casa que mais lágrimas e sorrisos viu em mim, a casa onde fui gente, guerreira, campeã e por vezes também derrotada.
  Terminou, portanto, mais uma fase da minha vida da qual eu ainda não tenho bem noção de como me vou despedir. Foram muitos anos de sonho, de luta, paixão e acima de tudo amor à camisola. Foram conquistas atrás de conquistas e hoje sinto que tudo isso valeu a pena, tornou-me uma pessoa melhor, uma GUERREIRA.
  Noites em claro ansiosa pela prova que vinha no dia seguinte, esquecimento de retirar as meias mesmo antes de entrar no praticável, a música bem alta aos ouvidos segundos antes de ser chamada para preparar a entrada, as lágrimas depois da saída da pontuação, o choro desesperante quando falhava e, acima de tudo, a cumplicidade com os treinadores. Guardo todos os momentos comigo desde as provas até aos acampamentos ciganos em casa do R.
  Cresci tanto com este desporto, com estas pessoas, com estas amizades que hoje sinto que só me despeço do praticável porque o resto fará sempre parte da minha vida. Não há jardim que não pareça praticável nem amigos que se comparem a nenhum deles. São todos especiais por diferentes motivos e agradeço imenso o facto de terem vindo para ficar.

São João em casa do R. no passado dia 23 de junho.

Últimos três anos de ginástica de grupo.
1ª foto: ''be italian''
2ª foto: ''magia''
3º foto: ''guerreiros''

1 comentário:

  1. eu entendo-te tão bem, cate, e não sei que mais te dizer se não "não chores porque acabou, sorri porque aconteceu". é cliché mas aquece o coração pensar nisso :)

    r: TENS UMA TIA EM MANHATTAN???? :o :o :o

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