domingo, 10 de maio de 2015

Doze badaladas

O grande e delicado relógio proclama agora as doze badaladas, a meia noite fria e brusca corre-me nas veias e ao fundo apenas consigo observar a tua silhueta fazendo todos aqueles movimentos que sempre me fizeram sorrir. Apareces por entre a sombra dos meus sonhos e tornaste o rei da noite. Para ti a meia noite tornou-se um ciclo vicioso, do qual jamais irás sair.
O teu poder torna-se excedente e faz com que nem eu própria controle os meus sonhos, deleitas-te no prazer do fogo que percorre em mim e eu entrego-me a ti.
 Tens todo o poder, aquele que a madrugada exerce sobre ti, ao qual eu jamais irei conseguir fugir, o tal que me prende e não me deixa viajar pelo vazio da noite, o vazio que preenches com a tua persistência e com o teu intenso perfume, esse tal que já esta entranhado nas minhas veias, o qual se tornou um vicio, um desejo para mim. Sinto-me presa nos teus braços, apenas tu és capaz de me fazer sentir assim, desta maneira, apenas tu és capaz de invadir assim a noite, a minha noite, a noite pela qual anseio durante todo o dia, apenas para que me invadas quando o relógio der docemente as doze badaladas, apenas para te sentir mais uma vez como o rei da noite.

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