Se tenho saudades? é claro que as tenho. Quem não as tem...
Aquela nossa infância conjunta de maturidade julgada a 100%. A despreocupação de sermos descobertos no ramo mais alto da laranjeira da casa de campo. As trocas nocturnas proibidas e todos os gelados de verão que trocamos. Duas mãos entrelaçadas prontas a fugir de tudo, prontas a tocarem-se eternamente.
Sempre fomos o estereotipo de namoro ideal. Nós éramos o tudo e o nada ao mesmo tempo. Éramos o desespero de segunda a sexta e o aconchego nos braços um do outro ao sábado e ao domingo. A força um do outro lembraste? força essa destruída por males que enfrentam toda um classe etária. Foram as drogas, o álcool, as festas, a falta de preocupação. Começou com o primeiro cigarro e acabou com os dois separados.
Hoje, passados 4 anos, és o tipo que vai tomar um café, o tipo que estuda a toda a hora, o mesmo que não perde um aniversário sem me dar os parabéns e que permanece sempre perto e distante. És o tipo que me deixa adormecer no sofá todas as noites que vemos um filme depois de uma saida. O tipo que não resmunga se perde dinheiro no casino mesmo que a jogada tenha sido minha. O mesmo mau humor matinal, o mesmo vicio do tabaco, o mesmo senhor do seu nariz.
És tu e isso chega-me.

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